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SPINOZA

                                   Machado de Assis

Gosto de ver-te, grave e solitário,

Sob o fundo de esquálida candeia,

Nas mãos a ferramenta de operário,

Na cabeça a coruscante idéia

 

E enquanto o pensamento delineia

Uma filosofia, o pão diário

A tua mão a labutar granjeia

E achas na independência o teu salário

 

Soem cá fora agitações e lutas,

Sibila o bafo aspérrimo do inverno,

Tu trabalhas, tu pensas, tu executas

 

Sóbrio, tranqüilo, desvelado e terno,

A lei comum, e morres e transmutas

O suado labor em prêmio eterno.

 



Escrito por Felipe Ucijara às 19h36
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...lembranças enchem a casa de um cheiro insuportável de dor... a lucidez encolhida num canto, doce, pertinaz e singela, se recusa a capitular... segue atentando... girando se é caso... tem o seu totem... o mundo e sua diversidade...

 



Escrito por Felipe Ucijara às 08h45
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